domingo, 21 de fevereiro de 2010
Fevereiro.
O vento não varre as lembranças, a chuva não apaga as memórias e todo o sangue que ainda circula pelo meu corpo ainda está embriagado com a sua presença, ele passa pelas feridas que não cicatrizam, meu coração bate por um mero capricho, ele bate pra me fazer lembrar de você, ele bate pra me lembrar que você era o motivo dos batimentos. O trabalho diário e constante dos meus pulmões continua, mas agora sem o prazer de poder trazer o seu cheiro pra dentro de mim, sem o prazer de me iludir me fazendo pensar que alguma parte de você é minha. Os meus olhos só vêem por costume, diferente de antes quando eles sempre buscavam os seus. As minhas pernas tentam me manter de pé, um mero disfarce porque na realidade eu estou no chão. As minhas mãos tocam objetos inanimados, elas não podem mais tocar você. E agora, todas essas minhas palavras, todo esse trabalho de comunicação do meu cérebro é em vão, porque nada disso vai te trazer de volta
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